Arvorezinha – RS | 11 de setembro de 2026
O futuro da erva-mate esteve no centro das discussões no dia 11/06, durante a programação técnica da 11ª Festa Nacional da Erva-Mate – FEMATE, realizada no Parque Municipal de Eventos de Arvorezinha.
Produtores, representantes de entidades, assistência técnica, indústria e setor empresarial acompanharam o Debate sobre o Futuro da Erva-Mate, um dos principais momentos da programação técnica da feira.
A discussão foi mediada por Cezar Burile, da Emater/RS, e reuniu cinco painelistas que representam diferentes perspectivas dentro da cadeia produtiva: Clóvis Roberto Roman, da APPEMAT; Ilvandro Barreto de Melo, da Emater/RS; Álvaro Pompermayer, do Sindimate-RS; Alberto Tomelero, do Ibramate; e Jonas F. Dallagnol, do Dallagnol Group.

A diversidade de participantes dá ao debate uma característica importante: olhar para a erva-mate não apenas como uma cultura agrícola, mas como uma cadeia econômica que envolve produção, assistência técnica, indústria, pesquisa, mercado e consumo.
Em uma região onde a erva-mate ocupa posição central na economia, a discussão ganha ainda mais relevância. Arvorezinha é apontada como o maior produtor de erva-mate do Rio Grande do Sul, com uma produção estimada em cerca de 3,2 milhões de quilos por mês. O município também reúne aproximadamente 20 ervateiras e cerca de 300 empregos diretos na indústria, segundo informações divulgadas pela organização da FEMATE e pelo município.
Diferentes olhares para um mesmo desafio
A presença de representantes de diferentes segmentos permitiu colocar na mesma mesa questões que estão diretamente relacionadas ao futuro da atividade.
De um lado, estão os desafios enfrentados no campo: produtividade, manejo, qualidade, sucessão rural e valorização do produtor.
De outro, aparecem as questões relacionadas à indústria e ao mercado, como competitividade, agregação de valor, novos produtos, consumo e expansão dos mercados.
Também ganha espaço a necessidade de aproximar cada vez mais conhecimento técnico, pesquisa e inovação da realidade de quem produz e industrializa a erva-mate.
Essa integração entre os diferentes elos é justamente um dos objetivos da programação técnica da FEMATE, que nesta edição aborda temas como produtividade, qualidade, exportação, importação, sucessão rural, crédito, agricultura regenerativa e desenvolvimento de novos produtos.
O futuro passa pela valorização da cadeia
Mais do que discutir apenas os problemas atuais, o debate coloca uma questão fundamental para o setor: como transformar a força histórica da erva-mate em novas oportunidades para as próximas gerações?
A resposta passa por vários caminhos que estão sendo discutidos durante a FEMATE: aumentar a eficiência da produção, melhorar a qualidade, estimular a inovação, desenvolver novos produtos, conquistar mercados e, principalmente, fazer com que a atividade continue sendo economicamente atrativa para o produtor.
A própria programação da feira demonstra essa preocupação. Ao longo dos quatro dias, o evento promove palestras e debates sobre manejo, qualidade, exportação, agricultura regenerativa, novos produtos e outros temas relacionados ao desenvolvimento da cadeia.
A Rádio do Mate acompanhou a discussão na 11ª FEMATE e registrando os principais momentos do evento, que reúne produtores, empresas, entidades, pesquisadores, autoridades e consumidores em torno de uma das atividades econômicas mais importantes do Rio Grande do Sul.
O debate reforça uma mensagem que ganha força dentro do setor: o futuro da erva-mate será construído pela capacidade de toda a cadeia trabalhar de forma integrada, buscando conhecimento, inovação, qualidade e valorização.
E é justamente nesses encontros que diferentes visões podem se transformar em ideias, propostas e caminhos para o futuro do mate.
Editorial e fotos: Alex R Silva